segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ORVALHO

O orvalho desce sobre minhas mãos
como se elas fossem
a única fonte de caminho e de descanso.

Eu estudo cada movimento
como se fosse uma criança estudando os sentidos.
E os perigos!
e o frio!

Como está frio! Tão frio !
Que posso ouvir o barulho das batidas do meu coração,
formando trovas com o vento
É um som único e meu ...

O orvalho passeia sobre meus braços como em uma folha
senti seu toque gelado, semelhantes ao meu coração no inverno
E por mais que negue,
elas estão se aquecendo sozinhas
Aprenderam a se locomover
como uma criança aprende a usar suas pernas
e caminhar...

Eis que o orvalho entra dentro de mim
E sinto-me dentro dele
como um átomo
faço parte dele e formo sua composição
Ensinando-me a ser o que eu sou...

Não me quebrarei facilmente
Eis que naceste em mim
Um toque de frieza
um toque de amor

um toque de sensatez
Para entregar-me
Para chorar
Para ser

E hoje eu optei por não te escutar...

3 comentários:

Drudi disse...

^^ incrível como vc consegue expôr em palavras tão artistticamente o que está sentindo!!! Vc continua escrevendo mto bem Mary!!!

bjão

Anônimo disse...

nuuuuuuuussssaaaa, caraca, to realmente pasmo Xuxu!!! Vc tah escrevendo muito mesmo!! Tudo isso é inspiração? Ou tristeza?

Reds disse...

lindo, mari! lindo mesmo

"Não me quebrarei facilmente
Eis que naceste em mim
Um toque de frieza
um toque de amor
um toque de sensatez
Para entregar-me
Para chorar
Para ser"