sexta-feira, 13 de junho de 2008

Poupe-me dos detalhes
dos detalhes do vento
pois não posso vê-lo
Poupe-me dos comentários vãos
complexo, cansativo
lacunas de um amor
e aonde estão os que amam ?
e aonde estão os seus devotos ?
Talvez deva parar de espia-lo
ou de tentar desvenda-lo
de alguma forma, concreta ou surreal,
Ele retornará
Como uma ovelha retorna para seu pastor
Poupe-me de conversas forçadas
ou de estados de abstinência
deixa-te acontecer
deixa-te recompensar
é gritante, como os passos
como os vasos que quebram
e eu considero meu espaço
um tanto confortável
mas não ficarei por muitos anos aqui
nem até as marcas no rosto brotarem
como singelas rosas que brotam na primavera
eu ficarei o tempo necessário para me conhecer
Pois encontrarei o meu lugar
em braços fortes
um único espaço
um único ser
Poupe-me de tentar interpretar
as meras linhas descritas
Escute o Desconhecido...


... certa vez eu li ... em um texto de Paulo Coelho ... "quando escrevemos existem dois lados que devemos ouvir : a razão e o desconhecido, entretanto , escute o desconhecido"


palavras sem nexo... palavras sem sexo... palavras ao vento... palavras ao chão ou não ?

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